Os relacionamentos amorosos já
possuem forças poderosas que favorecem sua continuidade. Uma delas é o comprometimento:
os parceiros têm um projeto de vida em comum e a disposição de preservar a
união. Outra é o apego, que tende a se desenvolver quando existem
condições favoráveis. A sexualidade também pode continuar proporcionando
atração, prazer e aproximação ao longo dos anos. Além disso, quando amamos
alguém, frequentemente enxergamos suas características de maneira mais
favorável. Portanto, existem mecanismos psicológicos que trabalham a favor da
manutenção do relacionamento.
O grande desafio talvez não seja
criar continuamente motivos para amar, mas evitar destruir aqueles que já
existem. E isso pode
acontecer nas pequenas atitudes cotidianas: reclamar de tudo, corrigir
constantemente o parceiro, criticar sua aparência, desvalorizar suas opiniões,
fazer cobranças excessivas, responder com impaciência, interromper suas falas,
ridicularizar suas iniciativas, ignorar suas conquistas, não demonstrar
interesse pelo que ele conta, deixar de cumprimentá-lo com carinho ou prestar
mais atenção ao celular do que à sua presença. Isoladamente, muitos desses
comportamentos parecem insignificantes. Repetidos diariamente, porém, podem
transformar o relacionamento em uma fonte de experiências desagradáveis.
Essas experiências favorecem a
formação de atitudes negativas em relação ao parceiro. Aquilo que antes
parecia engraçado passa a ser irritante; uma observação inocente é interpretada
como crítica; uma distração é percebida como desconsideração. Surgem mais
discussões, respostas hostis, afastamento e ressentimento. As brigas alimentam
atitudes negativas, que provocam novas brigas. Forma-se um círculo vicioso que
enfraquece o apego, a admiração, o desejo sexual e até a disposição de
preservar a união.
Por outro lado, tratar o parceiro
com polidez, respeito e consideração, demonstrar interesse por seu bem-estar,
ouvi-lo, reconhecer suas qualidades e valorizar suas iniciativas ajudam a
preservar as condições para que o amor continue funcionando. Isso não significa
que novidades, romantismo e esforços para melhorar o relacionamento sejam
desnecessários. Significa reconhecer que evitar comportamentos destrutivos
pode ser tão importante quanto produzir experiências positivas.
(Editado pelo ChatGPT)
Que tal fazer uma autoavaliação? Pense em como você tem tratado
seu parceiro ultimamente. Quantas vezes você reclamou, criticou, corrigiu,
ignorou ou respondeu com impaciência? Quantas vezes demonstrou interesse,
admiração, carinho e consideração? Como você se sentiria se fosse tratado da
mesma maneira? E, principalmente, suas atitudes estão fazendo com que seu
parceiro goste cada vez mais ou cada vez menos de conviver com você?
Talvez muitos casais não precisem
fazer coisas extraordinárias para melhorar a relação. Precisem, antes de tudo,
parar de fazer as coisas comuns que, pouco a pouco, estão destruindo o que
existe de bom entre eles.