Resumo (versão corrigida)
Este artigo descreve como ocorre a escolha de parceiros amorosos. Ela é apresentada como um processo contínuo de avaliação em dois sentidos: (1) o que se inicia ao tomar ciência das primeiras informações sobre um possível parceiro e se estende até a formação de um compromisso; e (2) a avaliação de aceitação/rejeição ao longo de um contínuo bipolar, semelhante à escolha de candidatos em uma eleição: há candidatos fortemente rejeitados, outros claramente aceitos, e uma grande faixa intermediária que vai do neutro à aceitação crescente.
O artigo define elegibilidade amorosa como a presença de requisitos mínimos: atração romântico-sexual, admiração, homogamia (compatibilidade de “mundo”), hipergamia razoável (o outro “puxa para cima” em algum eixo), similaridade das médias ponderadas de defeitos e qualidades entre os pretendentes, e ausência de vetos absolutos ou relativos.
A visibilidade é necessária: estar em situações com presença de possíveis parceiros (aplicativos, paqueródromos, ambientes de conhecidos, apresentações) e aumentar a chance de ser notado por meio de boa aparência, presença, movimentação, iniciativa e flerte, além de manter uma visibilidade positiva por meio de conversa fluida, tom amoroso, escuta competente, manifestação de interesse e assertividade. O texto enfatiza que a visibilidade só se transforma em envolvimento quando há reciprocidade, observável por ações espelhadas, priorização do parceiro, escalada dos dois lados e concretude (planos e datas).
Por fim, o artigo explica o envolvimento amoroso como resultado de viabilidade + visibilidade + atração, seguindo três caminhos: (1) entre desconhecidos, com flerte e início rápido, porém mais apoiado em expectativa; (2) em convívio repetido, com avanço gradual em razão do risco social e da repetição inevitável; (3) no caminho híbrido, entre conhecidos superficiais e recém-apresentados, com alguma segurança e menor custo do erro. A variável-chave que diferencia esses caminhos é a combinação entre penalidade do erro e repetição do convívio, que determina quão rápido — e quão “sob prova” — o amor tende a nascer.